sábado, 13 de outubro de 2012

corpo



feras selvagens têm a forma do silêncio
sentidos em potencial, basta um rio sens
paisagem fundadora de segredos
um olhar e a música toca
um adeus e o tempo chora
é preciso corpo para a compreensão
o sentido experimenta uma forma
sinestésica ilusão
o real é inventado
e sua beleza ambígua
grita caminhos ao insensato

e o silêncio anda profundo
como o abismo e o céu imenso


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

linha do tempo

as cores e conversas se espelham
indizível beleza azul 
invisível laço sereno
o início se confunde
ao esforço de ser feliz

a terra limita o céu
mas suas asas infindas
abraça a tarde ainda
espalha sua luz fiel

e o dia dura meses
até chegar o por do sol
prêmio do horizonte
beijo da noite imensa
linha que se desfaz