sexta-feira, 19 de agosto de 2011

luz
sorriso aberto
da janela um rio se estende

a felicidade se mostra
acena ofegante
um gesto tão simples, singelo,
sutil
caminha pela manhã, passa na ponte
mas nós incrédulos inveterados
terminamos incapazes
de construir com a poesia
de ouvir estrelas
de desenhar com as fotografias
de ser criança deslumbrada com o mundo

um dia nos chama a beleza mais comum
e a memória constrói
com o que faz sentido
as lembranças futuras
'Faça-se a luz!'
e a indicação do caminho
se enxerga
nas mãos da felicidade

a placa sempre está onde a colocamos



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